A visita Técnica à Tejupeba se dá início às 8h da manhã, visita está realizada como atividade prática da disciplina Temas de História de Sergipe I, que é ministrada pelo Profº.Dr. Antônio Lindivaldo, que contou com a presença de 40 alunos.
A princípio participamos da dinâmica organizada pelo grupo, que foi um caça ao tesouro, que dividiu o pessoal em dua equipes, onde deviam observar os detalhes apresentado no local e depois diante de todos destacar as observações que chamaram atenção. E assim primiero uma equipe ficava no colégio e a outra na igreja e depois invertia, e tevemos a contribuição também da apresentação dos grupos de patrimônio cultural, que falaram sobre o tombamento e a legislação sob os bens culturais.
E agora vamos conhecer um pouquinho desta história que envolve a igreja e o colégio, e a atuação dos jesuítas e os donos de engenhos.
Conhecendo um pouco da história:
A Fazenda Colégio, está localizada no município de Itaporanga D’Ajuda, e que dista cerca de 40 km da capital sergipana. A fazenda foi doada aos jesuítas como sesmaria em 1792, e, no local, foi erguido um conjunto arquitetônico, formado por uma igreja e um colégio, que figuram como marcos do período colonial em Sergipe.
A igreja de Nossa Senhora de Lourdes, servia como referencial cristã, e fora construída no modelo arquitetônico do que havia de melhor na época, o colégio tinha como destino atender preocupações terrenas. Seu funcionamento estava voltado à garantia da educação dos filhos da elite de um Sergipe que vivia o período colonial.
Mas em meados do século XVIII, Sebastião de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, implantava medidas que causaram alvoroço na Europa e transtornos também no meio religioso. Assim, os jesuítas são expulsos de Portugal e das colônias desse país, com as terras e outros patrimônios adquiridos pelos religiosos - também em Sergipe - sendo transferidos a terceiros, através de leilões.
Os registros históricos dão conta que, após a expulsão dos jesuítas, e através dos anos, famílias sergipanas de renome– como Dias, Coelho e Melo e Mandarinos – se sucederam como proprietárias da fazenda colégio. Em 1943 o local foi tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que intencionava com isso colocar esse patrimônio sob a guarda do Estado, para que o mesmo pudesse ser conservado e protegido, enquanto bem de interesse público - e possuidor de inestimável valor histórico, artístico, arqueológico, etnográfico, paisagístico e bibliográfico.Foi perceptivel o descaso e abandono dado a Igreja e ao Colégio, onde é um bem tombado, mas sua preservação e prteção não se deu com presteza e eficiência legal, nem teve uma participação vonlutária da sociedade envolvida ao seu redor, que de um valor de utilidade e preservação do bem, pode ser testemunhado por qualquer um que se disponha a visitar o local. A fachada imponente do exterior da igreja deixa de revelar o estado real do prédio. Ao adentrar em seu interior, o visitante é recepcionado por uma revoada de morcegos; em seguida, constatará que não há mais nenhum dos bancos, e que o altar desabou há tempos. Uma inspeção corajosa a outros cômodos da igreja levará o visitante ao estado de revolta, por constatar que todo o espaço se transformou num depósito para se guardar implementos agrícolas carcomidos pelo tempo, móveis velhos e todo tipo de material há muito transformado em sucata. E no fundo é possivél se encontar alguns tumulos de pessoas importantes e donos da fazenda.
Por sua vez, o prédio que abrigava o colégio dos jesuítas, e que no passado deve ter dado importante contribuição para o processo educacional em nosso estado, se encontra em estado tão deplorável quanto a igreja. O andar térreo do prédio - onde no passado funcionou a escola jesuítica – foi transformado num galpão para se guardar insumos, fertilizantes e outros produtos químicos usados na lavoura (esses produtos químicos exalam um mal cheiro tão forte, que impedem as pessoas não só de ficarem ali por mais tempo, mas as fazem supor que eles contribuem ainda mais para o processo de deterioração do antigo colégio). O primeiro andar do prédio, apesar de inteiramente vazio, se encontra num estado tão deplorável que, ao se caminhar por entre o piso de madeira, a sensação que se tem é que a pessoa afundará junto com ele na próxima passada.
Portanto é um bem tombado não representa que ele será preservado é preciso a valorização do patrimônio como sendo bem de responsabilidade social, onde possa propagar o conhecimento as gerações futuras. Enquanto Sergipe continuar tratando seu patrimônio com o mesmo desrespeito que tem sido reservado a Tejupeba, o Sergipano continuará a percorrer museus e universidades de outros estados, em busca de conhecer sua própria história.


































