segunda-feira, 13 de junho de 2011

RELATÓRIO DO SEMINÁRIO DE SÃO CRISTOVÃO - COLONIZAÇÃO EM SERGIPE


Relatóriode Temas de História de Sergipe I, que é ministrada pelo Profº. Dr. Antônio Lindvaldo Souza, foi realizado no dia 13/06/2011, teve início ás 9:30h. Este relatório vem explicar a formação e   fundação da cidade de São Cristovão e mostra também o pensamento de dois autores sobre a funcionalidade da vila frente sua fundação, um será Sérgio  Buarque de Holanda e o outro Raminelli.
São Cristovão  é a quarta cidade mais antiga do país e foi a primeira capital de Sergipe, foi fundada por Cristóvão de Barros, no dia 1º de Janeiro de 1590, época em que Portugal estava sob domínio do Rei Felipe II da Espanha. Tombada pelo patrimônio histórico nacional desde 1939, São Cristóvão desenvolveu-se segundo o modelo urbano português, em dois planos: cidade alta, com sede do poder civil e religioso, e cidade baixa, com o porto, fábricas e população de baixa renda. O casario guarda nas fachadas e nos telhados a divisão social do Brasil Colônia, com os telhados representando cada grupo de poder. Os tribeiras, os beiras e os eiras indicavam aos passantes quem ali morava. Se era rico ou pobre, poderoso ou não. Em 1637 foi invadida pelos holandeses, ficando praticamente destruída.
Em 1645, os holandeses são expulsos de Sergipe, deixando a cidade em ruínas. No final do século XVII,  é anexado à Bahia e São Cristóvão passa a sede de Ouvidoria. Nos meados do século XVIII, a cidade é totalmente reconstruída. No dia 8 de julho de 1820, através de decreto de Dom João VI, Sergipe é emancipado da Bahia, sendo elevado à categoria de Província do Império do Brasil e São Cristóvão torna-se, então, a capital.
No final da primeira metade do século, os senhores de engenho lideram um movimento com o objetivo de transferir a capital para outra região, onde houvesse um porto capaz de receber embarcações de maior porte para facilitar o escoamento da produção açucareira, principal fonte da economia na época.

São Cristovão -  Sergipe - Cidade Alta


São Cristovão - Sergipe

                                   Praça São Francisco - São Cristovão - Sergipe

Sérgio Buarque de Holanda destaca a posição dos portugueses , cujo só ficaram no litoral pois queriam ter resultados mais rápidos, já os espanhóis adentaram os sertões.A aposição de São Cristovão como núcleo de povoamento onde a vila tinha função de comercialização, e local que facilita a circulação de mercadorias.
Raminelli apresentava outras funções para o núcleo de povoamento, como a evolução das fronteiras da cristandade, também lugar de fazer política e local de limite do poder dos Senhores de Engenho.
Representação da presença religiosa na cidade de São Cristovão

Praça São Francisco - São Cristovão - Sergipe

São Cristovão século XIX

sábado, 11 de junho de 2011

RELATÓRIO DO SEMINÁRIO DE GARCIA D'ÁVILA - CONQUISTA DE SERGIPE


O relatório é uma atividade da disciplina  Temas de História de Sergipe I, que é ministrada pelo Profº. Dr. Antônio Lindvaldo Souza. A apresentação do Seminário se deu no dia 08/06/2011, teve início as 9:30h e teve como tema Garcia d'Ávila.Ele nasceu na região de Rates, Portugal. Tem-se o mito de que o 1° Garcia era filho de Tomé de Souza, mas escondiam pois sesmarias, ou terras, não poderiam ser doadas a parentes. Considerado uma das mais importantes individualidades políticas do seu tempo. Foi um dos principais financiador da guerra de expansão territorial. Consegue se tornar um dos maiores criadores de gados, e um dos patriarcas da família mais rica da Bahia. Produto de seu tempo, viveu ativamente regido pelos interesses da Corte Portuguesa.

                                                                      Garcia d 'Ávila


Ele chega no Brasil em 25 de março de 1549, em uma expedição de Tomé de Souza, chega a Bahia e se torna almoxerife e ganha as sesmarias  cujo muitos índios, foram dizimados para se ter essas terras e é onde se construiu a Casa da Torre. Estas terras pertencentes à casa da Torre eram sesmarias de vários estados do Nordeste, inclusive Sergipe grande monopólio, tornando a população livre dependeste destes latifundiários que por gerações deteve uma grande área territorial, poder econômico, político e bélico, e territórios vizinhos tornam-se dependentes da Casa da Torre. A Casa da Torre começa a ser construída em 1551 pelo 1° Garcia d’Ávila, sendo concluída em 1624 pelo seu neto Francisco Dias de Ávila Caramurú. ela servia como ponto de vigilância da Costa, parada estratégica para descanso e abastecimento de tropas. Foi a primeira grande edificação portuguesa construída no Brasil e sede do maior latifúndio do mundo. Considerada um símbolo de poder, passado de geração para geração através do morgadio e toda sua construção está ligada a interesses políticos. É um construção arquitetônica bem sofisticada. O castelo foi alvo de invasões holandesas, e abandonado no século 19.

Casa da Torre

Visão Estratégica da Casa da Torre


Frente da Casa da Torre


                                                         Fachada da Casa da Torre

Luiz Alberto Muniz em "O Feudo", apresenta Garcia d' Ávila  como sendo o desbravador dos sertões . O que difere ele dos outros, é que ele vai adentrar os sertões, assim conseguindo aumentar seus currais e sua fortuna. Ele se destaca na conquista de Sergipe, como sendo financiador da coroa, ele ajudou com homens e alimentos .
já Maria Tétis Nunes expõe o senhor da torre como sendo um latifundiário e explorador das terras dos índios , para poder difundir a atividade pecuária .

Vista frontal das ruínas do Castelo D'Ávila

Vista da capela do Castelo


                                                 Vista da parte detrás do Castelo